Brilhemos

É a estação das luzinhas e dos gorros vermelhos. Não temos neve, temos sol demais e vento de menos. Mas, ah! Temos luz!
Mesmo quando achamos que ela está fraquinha e tremulando dúbia. 
Tive momentos de chama baixa e de grandes fogaréis em 2018. Fui vela e fui fogueira. E fui incêndio. Hoje sou uma mistura boa das intensidades: de gêmeos em muito leão, de ar sobrando e avivando o fogo. De coroas imensas e visíveis.
Como aquela ilustração de uma bruxa na fogueira, que assobia feliz e descontraída. Tenho mais tinta na pele, um gibi interminável como dizem por aí. E está tão bonito! Também tenho cachos, e aceitação. Tenho negação e horas de levantamento de peso destruídas por pelas ceias de Natal.
Tenho um Duque que ilumina e incendeia comigo e duas chamas que miam. Tenho várias outras chamas que me seguem e me iluminam todos os dias. Tenho sopros e lenha.
E, sempre terei guarda chuva para as tempestades.

Em 2019? Quero ser incêndio. Todos os dias. Um pequeno e incontrolável incêndio, do tipo que não apaga e não dorme. Que queima, aquece, destrói e abriga. Quero ser mais. E quero ser maior, poderosa, amedrontadora e destemida. Levar a coroa para outros lugares, outros castelos e outras províncias. Quero ser fogo. E eu SOU fogo. E luz. E escuridão
 Vamos queimar alguns lugares por aí?

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