Era uma vez: a busca

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Livro: Era uma vez: a busca
Autora: Bibi Ribeiro
Editora D'PlácidoSinopse: Isabella nunca se encaixou em nenhum grupo. Se considerava estranha e tinha dificuldade em se relacionar com outras pessoas. Então eis que surge uma grande oportunidade que vira todo o seu mundo de cabeça para baixo. Ela seria uma Procuradora de Princesas Perdidas, com a importante missão de encontrar as tão conhecidas Princesas de Contos de Fadas no meio de tanta gente comum (ou nem tanto) do Mundo Real. É claro que ela teria uma ajudinha. E esse parceiro é Lucas, um adolescente adorável que também se encontra perdido no meio dessa confusão em que as Princesas se colocaram. Como eles farão para encontrar essas Princesas quando essa busca envolve tantas situações complexas e sentimentos? Entre neste livro e viaje para o Mundo Real para descobrir o que acontece.
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Livro recebido em parceria com a Editora



Saudações nobres,

“Era uma vez: a busca” foi mais um dos maravilhosos livros recebidos na Bienal do Livro de Minas Gerais.


Percebi que até em Contos de Fadas as coisas podem demorar para se encaixarem. Minha vida não parecia ser diferente...



Utilizando as palavras de Lorde Paulo Coelho, "Em cada instante das nossas vidas temos um pé nos contos de fadas e o outro no abismo" e é exatamente esse lado no abismo que Lady Bibi nos apresentada. 
Era uma Vez surpreende na proposta, na retomada dos contos clássicos e na perspectiva de trazer as princesas mais para perto da realidade. Elas são susceptíveis às mesmas falhas humanas e precisam enfrentar sua própria batalha, mais uma vez procuram pelo “Felizes para sempre”.
Após as derradeiras páginas das suas histórias, quando deveriam usufruir a tão esperada e almejada felicidade eterna, as princesas são mandadas para a realidade humana pelas bruxas. Como e por que elas fazem isso permanecerá uma incógnita até o final da obra que vos apresento hoje. Aliás, pulando etapas óbvias na resenha, digo-vos que a autora deixa inúmeras brechas que serão preenchidas nos volumes seguintes. 
Isabella não é uma daquelas garotas que se encaixa em qualquer panelinha, sabe que é diferente e ainda assim não encontra um ponto no qual se encaixar. A relação com a mãe não é das melhores, não há cumplicidade e grandes demonstrações de afeto. Basta saber que cada uma está em seu devido lugar para que mundo continue girando da maneira correta. 
A vida não tinha indícios de que iria mudar muito até que Isabella se viu com uma missão um tanto estranha, levando em consideração as convicções de vida e realidade: ela, dentre tantas adolescentes de 16 anos tinha sangue real e fora convocada para ser a mais nova Procuradora de Princesas Perdidas da Liga de Busca Real.
Exatamente, Procuradora de Princesas Perdidas ou PPPs; e sim, da Liga de Busca Real. As princesas não conseguem sair sozinhas das armadilhas pecaminosas nas quais caem. Então, um par de procuradores fica responsável por fazê-las enxergar o mal no qual estão se afundando, conduzindo-as novamente ao bom caminho. A dupla de Isabella será Lucas: um jovem atraente além das medidas convencionais, bem humorado e determinado a cumprir a missão que lhe foi dada. Além disso, o garoto esconde alguns fatos que influem na sua personalidade, na forma como vê o mundo e reage a determinadas pressões.
São as princesas clássicas que aparecem, com mescla das histórias originais e as versões da Disney. Os PPP’s recebem uma lição antes de sair pela cidade buscando a princesa em questão, e precisam nesse meio tempo debater a melhor forma de encontrá-la, de descobrir por meio do que ela já viveu qual pode ser a sua ruína humana. Para ajudar nessa análise, o príncipe ou personagem emocionalmente ligado à protagonista se faz presente e explica que não há lembranças exatas do que acontece quando as princesas desaparecem, resta apenas o sentimento de que algo aconteceu – e esse acontecimento pode ser nefasto –. 



Todas as princesas me traziam algum sentimento bom, com uma lição, um incentivo para continuar a caminhada; me faziam querer ser melhor, ajudar os outros, ser mais do que eu mesma em meu próprio mundo, acreditar no potencial escondido atrás das máscaras... 



A magia do “Era uma vez: a busca” aparece nos momentos em que as princesas percebem suas falhas e buscam por tratamentos. Depressão, gula, inveja, e dependência química são alguns dos pecados cometidos pelas princesas. E elas lutarão como qualquer pessoa para se livrarem dos vícios e angústias. 
Nesse meio tempo, a relação de Bella e Lucas se estreita, laços são criados e quebrados. No final, quando tudo parece bem, alguma coisa no fundo da mente de leitor estará em alerta: a busca fora rápida demais, fácil demais se levado em consideração todos os obstáculos enfrentados por outros PPP’s que nem de longe se saíram tão bem quanto os daquele ano. De certa forma, leitores são capazes de perceber quando há um mundo muito maior a ser descoberto e é sobre isso que a Rainha vos avisa: a conclusão da obra não será tão simples e ainda há muito que descobrir. 
Por fim, a Rainha persiste na ideia de que as princesas nunca foram tão perfeitas assim. Lady Bibi corrobora esse pensamento em todas as páginas de seu livro, demonstrando o quão príncipe e princesa cada leitor pode ser. 


“(...) E tem que ser muito Princesa para se dignar a ter um “Era uma vez”.”










Extraordinariamente, Lady Elsa fez questão de aparecer nessa postagem.

Agradecimentos à Lady Tamyres pelas fotos.

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