Livro: A Fera
Autora: Alex Flinn
Editora: Galera Record
Avaliação: 7
“Eu
disse “meu amor”? Eu?”
Agradecimentos à Bia
Gonçalves do A culpa é dos leitores.
Achei interessante a
releitura de “A Bela e a Fera”. Nunca foi uma das minhas histórias preferidas até
recentemente... Então quando vi a resenha, consegui o livro e li no mesmo dia. Ele
é pequeno, não tomará muito do seu tempo.
Sobre o nosso querido
mocinho que poderia ser facilmente vilão – no início - não me admira que alguém
tão puramente mal merecesse um castigo desses, por mais bonito que seja ou por
mais dinheiro que tenha, ninguém deve tratar os outros de tal maneira. O garoto
loiro sabe como ser cruel!
O raro gesto gentil, quem
diria, pode transformar e transformar de novo a sua vida. Kyle decididamente
aprendeu as coisas do modo difícil. Principalmente a conquistar as pessoas pelo
que é. O mais difícil talvez tenha sido a possível rejeição da primeira pessoa
que amou. A forma delicada e quase doentia com que ele se entrega às rosas
assusta e fascina, vejo-as como escape para toda a tortura física e moral.
O que me conquistou mesmo
foram os pequenos e lentos passos dele em direção a alguém contrário ao que era.
Até alcançar a Lindy, o cuidado ao falar, agir e pensar. Já ela é normal, uma
pessoa boa que se preocupa com os outros e que sempre viveu quase no inferno.
Para Kyle deve ter sido
complicado tentar conquistar alguém – nota-se discreta imposição nesse conquistar – sem usar da arma que era
mais recorrente: sua beleza.
Em relação aos outros
personagens... Will é um caso à parte! Adoro todas as tiradas dele, e o
sarcasmo. Não tem escapatória ao carinho dos leitores. Kendra consegue
surpreender um pouquinho no final, mas não a achei excepcional. Assim como o
livro em geral, ele é bom para passar o tempo. Não é sensacional.
Então sim, eles formam um
casal simpático, e não muito distante daquilo que os românticos incorrigíveis
querem ver.
Eu ri bastante da ideia de
uma sala de bate- papo entre seres encantados e/ou amaldiçoados, os diálogos
ora cômicos ora dramáticos acrescentam um toque especial, além da escolha dos
personagens, e obviamente também de quem preside o chat, uma jogada de mestre.
Para finalizar, uma
leitura rápida e para os corações que pedem romances? Esse será sem dúvidas uma
boa escolha.
“...e
mesmo que a gente não veja, há mágica no mundo.”
Momento
desabafo: QUE FILME HORROROSO É AQUELE? Pelo amor! Fiquei pasma
do primeiro minuto ao último. E feliz por não ter visto o filme antes de ler o
livro. Gente, eu achava que a pior adaptação para o cinema eram os filmes de
Percy Jackson, mas esse empata fácil!
