Livros:
A maldição do
tigre
O resgate do tigre
A viagem do tigre
O destino do tigre
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Avaliação: 10
SPOILER ALERT!
Eu tenho problemas
com triângulos amorosos em livros. Parece que sempre escolho o lado perdedor,
ou são os autores que tem o tom de brincar com meus sentimentos me fazendo
preferir ora um ora outro.
Não vou falar de
apenas um dos livros, mas fazer um comentário geral. Sim, sou suspeita quando o
assunto são livros de romance água-com-açúcar. Vi por acaso a capa do “A
Maldição do Tigre” no Submarino e o box estava em promoção, li algumas críticas e nem pensei muito:
o preço estava ótimo, as críticas eram favoráveis e pelo amor! As capas são
lindas!
Nunca prestei
muita atenção a tigres verdadeiramente, mas depois de uma overdose de vampiros
e lobisomens achei interessante.
Li os quatro
livros em exatos quatro dias (intercalando entre as leituras da faculdade).
Quando acabei estava chorando feito criança e com aquela sensação horrorosa de
vazio no peito. Me senti órfã e achei que nada mais me deixaria tão histérica –
felizmente estava enganada -.
A Kelsey é protagonista, literalmente. Vai
sofrer, vai tentar se afastar de tudo que pode fazê-la sofrer, vai sofrer ainda
mais. E então será forte, como eu não imaginava, lutará e correrá atrás do que
acha correto. Ela quase me chama mais atenção do que a personalidade do Ren e do Kishan. Porque vindo da “mocinha” não se
espera que ela seja capaz de tanta coisa.
Por muito tempo eu
gostei mais da personalidade do Kishan, ele me fazia rir com freqüência mesmo escondendo todo
aquele passado e dor remoída. Parecia ser mais “fácil” escolher ele. Ou porque
ele parecia alguém que sentiria menos os golpes da narrativa do livro. No
final, ele era tão doce e sensível quanto o Ren.
Então... Eu meio
que imaginei que ela ficaria com o Ren de qualquer forma. Era algo inevitável, pelo menos com
todos aqueles sinais era impossível não ter um final para o casal principal.
Sem contar que ele é inteiramente devoto e “dela”. Não há expressão melhor, ele
é dela, completamente e irrevogavelmente dela. A declaração dele no final me
ganhou e eu não duvidei mais dele. Mas como na afirmativa do casal: eu ainda
sentia falta de Kishan. Ren é a descrição do namorado perfeito, por si só não precisa
de mais descrições.
O Sr. Kadam é puro amor. Não tem como não amar
de imediato o personagem. Algumas lágrimas foram dedicadas a ele.
Ao terminar o
livro, um dos pensamentos que ficaram gritando na minha mente: “Eu ODEIO a Durga”. Sério, não conseguia pensar nela
de outra forma que não fosse carregada do mais puro e feroz ódio. Claro que se
aquilo tudo não tivesse acontecido o final teria sido um enigma com alguém
sofrendo bem mais do que vivendo longos e felizes anos no passado.
Não vou negar que
algumas partes foram gratas surpresas, como a origem da família Rajaram e a
carta do final. O desenrolar da história é bem forte, não é algo que você
voluntariamente iria querer largar, a cada capítulo as coisas ficam mais e mais
tensas. E quando você acha que está tudo bem, esqueça! Algo vai acontecer.
Não me atentei a
narrar fatos dos livros (apenas alguns) estava mais focada em passar a
impressão e os sentimentos que essa leitura me proporcionou. Sem dúvidas ocupam
um lugar muito especial na minha prateleira, e os lerei sem me cansar várias
vezes.
Os livros me
fizeram procurar mais informações sobre a cultura indiana, trouxeram vontade de
ler alguns contos e entender mais detalhes.
Sobre a impressão,
a editora teve todo o cuidado na montagem do livro. As páginas são ótimas, as
capas ficaram impecáveis. Aliás, a Editora Arqueiro é uma das mais presentes
entre os meus livros.
Leitura
recomendada para aqueles/aquelas que não tem problemas com muita
água-com-açúcar. Se você couber nessa descrição, é certeza de amor para toda a
vida.