Livro:
Mago – Livro Um – Aprendiz
Autor:
Raymond E. Feist
Editora:
Saída de Emergência
Avaliação:
9,5
"Uma cabeça do tamanho e uma carroça repousava no chão. Viam-se enormes asas dobradas nas costas, com as pontas caídas tocando o solo. No alto da cabeça havia duas orelhas pontiagudas, separadas por uma crista de aspecto delicado, salpicada de prateado. O focinho comprido trazia um trejeito lupino, exibindo presas do tamanho de espadas. Uma comprida língua bifurcada zurziu no ar por um instante."
Cronologia inversa dessa
vez.
O livro termina e é como
se a sua vida também. Você necessita de outra “dose” para continuar bem. Essa
sensação me fez lembrar quando terminei de ler A Sociedade do Anel, porque o
livro parece uma introdução, onde todos os pontos são apresentados e se
desencadeia uma série de acontecimentos mais ou menos excitantes. Mas em um
determinado momento, Mago te prende com força e dificilmente soltará. Estou me
roendo por não ter o segundo volume em mãos.
A trama é muito
interessante e eu entendi porque renderá tantos livros, como minha curiosidade
me levou a ler várias coisas que não deveria sei alguns acontecimentos que
preferia ignorar. Por tanto, quando terminar de ler se segure e não procure
NADA!
É fácil imaginar o mundo
de Pug, Tomas e os demais. As descrições são ricas e profundas. Os personagens
são todos especiais, alguns mais do que outros. E os mistérios rodeiam grande
parte do livro. É realmente como afirmei, um prelúdio para algo bem maior.
A Saída de Emergência não
exagera quando diz que são “Livros para sair da rotina”. Há muito eu não lia
algo tão grandioso, seja na estrutura ou mesmo na temática, são raros os livros
com tamanha genialidade.
O início do livro de uma
forma estranha te prepara para algo ruim, porque tudo vai bem demais para os
protagonistas. As suas vidas estão tomando rumos agradáveis e ao redor tudo
está em paz. Meu único pensamento enquanto lia era: “Algo muito ruim vai
acontecer”. Bom, dito e feito.
Por enquanto tenho afeto
desmedido pelo Pug, Tomas e por último à Carline.
De todos, até o momento
quem mais sofre é o Pug, além das origens desconhecidas, o garoto se viu no
meio de algo que não fazia nem ideia de qual papel teria. Chorei por ele, e me
agoniei como fiz por poucos personagens e agora aguardo o segundo volume com o
coração na mão e expectativas gigantescas do que acontecerá com ele.
Tomas é cativante por si
só e pelo seu sorriso. É um guerreiro nato, e também enfrenta suas próprias
guerras internas. Guerras que parecem mudar em demasia o seu caráter...
E a princesa Carline... De
menina mimada e chata a jovem corajosa e
bela. Foi o desenvolvimento mais tocante da leitura, porque a mudança foi
brusca e grande.
Por último, e obviamente
não menos importante, fica a Rainha Aglaranna dos elfos e o príncipe Arutha. Os
elfos sempre me encantam. O papel dela não é significativo nesse livro, mas
graças às minhas investigações nada legais sei que ela voltará. O príncipe é o
filho mais novo do Duque Borric e por isso costuma ter um papel “menos
importante”; já no final do livro desempenha magistralmente suas funções e o
humor irônico dele é encantador.
Recomendo para os
apaixonados por fantasia clássica, e como a editora mesmo diz: épica.
A Saída de Emergência teve
cuidado extremo ao publicar o livro e espero que o amor que eu senti pelo livro
seja sentido por outros.
Comentário
extra: se eu já chorei no primeiro livro o que acontecerá nos seguintes?
Corredeiras?
